Carência do plano em urgência: o limite é 24 horas

Em urgência e emergência, a carência do plano de saúde é de no máximo 24 horas a partir da contratação. Ou seja, mesmo com o plano novo, se você passa mal ou sofre um acidente, o atendimento é obrigatório. Negar um caso de urgência alegando carência de meses é abusivo e pode ser revertido, inclusive na hora, por liminar.

O que a lei diz sobre carência em urgência

A Lei 9.656/98 é clara: para os casos de urgência e emergência, a carência máxima é de 24 horas depois de contratado o plano. Urgência é o que resulta de acidente pessoal ou de complicação na gestação. Emergência é a situação com risco imediato à vida ou de lesão irreparável. Nesses casos, os prazos de carência maiores, que valem para procedimentos comuns, não se aplicam.

As desculpas que os planos usam

A recusa costuma vir assim: o plano diz que a carência para internação é de 180 dias e nega o atendimento de emergência, ou libera só o pronto-socorro e corta a cobertura assim que o caso precisa virar internação. A Justiça tem afastado essas limitações quando há emergência real, porque a carência de 24 horas cobre o atendimento necessário para preservar a vida, e não apenas as primeiras horas.

Negaram seu atendimento de urgência? Aja rápido

Quando há risco à vida, cada minuto conta. A liminar pode obrigar o plano a cobrir o atendimento e a internação de imediato, inclusive pelo plantão judiciário, que funciona à noite, nos fins de semana e feriados. Entenda mais na página sobre negativa de cobertura.

O que guardar

Registre o protocolo do atendimento, guarde o relatório médico que descreve a urgência ou a emergência e a negativa do plano por escrito, se houver. Esses documentos sustentam tanto a reclamação na ANS quanto a ação judicial.

Perguntas frequentes

Contratei o plano ontem e passei mal hoje. Tenho direito ao atendimento?

Sim. Passadas 24 horas da contratação, o atendimento de urgência e emergência é obrigatório, independentemente das outras carências.

O plano cobriu o pronto-socorro mas negou a internação. Pode?

Em emergência com risco à vida, cortar a cobertura na hora da internação costuma ser considerado abusivo. A proteção alcança o atendimento necessário, não só as primeiras horas.

Isso vale para gestante?

Complicações no processo gestacional entram como urgência, com carência máxima de 24 horas para o atendimento.

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